Cirurgia Micrográfica
de Mohs
A cirurgia micrográfica de Mohs é reconhecida mundialmente como a técnica mais refinada, precisa e eficaz para o tratamento dos cânceres de pele mais comuns, como o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. O grande diferencial desse método está em permitir a remoção completa do tumor, com a máxima preservação da pele saudável ao redor da lesão.
O procedimento é realizado em etapas sucessivas: a área afetada é cuidadosamente retirada camada por camada, e cada fragmento é analisado ao microscópio em tempo real. Esse processo se repete até que todas as margens estejam livres da presença de células tumorais. Trata-se de um método que combina precisão cirúrgica e análise histopatológica imediata, alcançando índices de cura que podem chegar a 98%, superiores a qualquer outra técnica de tratamento cirúrgico para câncer de pele.
Além da eficácia oncológica, a cirurgia micrográfica de Mohs é também uma abordagem que visa à preservação estética e funcional. Após a confirmação da remoção total do tumor, realiza-se a reconstrução da área tratada, de forma a devolver harmonia, integridade e qualidade de vida ao paciente.
Para a realização desse procedimento é indispensável que o médico possua sólida formação em dermatologia, cirurgia, histopatologia e técnicas reconstrutivas. A execução exige experiência e um olhar especializado para garantir tanto o controle oncológico quanto o resultado estético.
O nome da técnica remete a Frederic E. Mohs, médico norte-americano que a desenvolveu na década de 1930. Desde então, a cirurgia passou por constantes evoluções, principalmente com o advento do criostato, aparelho que permite o congelamento e o corte ultrafino do tecido tumoral, possibilitando a análise imediata durante a cirurgia. Essa inovação transformou a prática, tornando-a ainda mais acessível, precisa e reprodutível em centros especializados.
A cirurgia de Mohs nasceu e se consolidou no campo da dermatologia, o que representa um marco histórico e motivo de grande orgulho para essa especialidade médica.
Hoje, continua sendo considerada o padrão-ouro no tratamento de cânceres cutâneos em regiões críticas, como face, orelhas, nariz, lábios e áreas de grande valor funcional ou estético.